quinta-feira, 30 de abril de 2020

GIL E A PRAÇA DA SAUDADE


Esta praça, nesta época, era alegre:
Tinha grama, “murundus” e ribanceiras
Tinha moças debruçadas nas janelas!
E serenatas para embalar as noites delas!

Mas, um dia, cai por terra o velho cedro,
Tão viçoso como o céu do nosso Gil!
Arrancado para assentar paralelepípedos
E fazer praça para urbanização do Gil

Quem arrancou foi a própria prefeitura
Que não sabia que era um símbolo histórico
E pretendia abrir rua no lugar.
E o jeito foi o velho cedro derrubar.

E foi assim que o Gil entrou para a História,
Como primeiro distrito mineiro,
Urbanizado, com completa infraestrutura:    
Água tratada, esgoto, praça e calçamento,

E gramado junto ao coreto central
E microfone, para o Lado do Nango
Anunciar gincanas e folias,
Nas festas dos gilenses do arraial.     

                     Bernardo dos Santos Resende.  

quarta-feira, 15 de abril de 2020

IGREJA DE SÃO SEBASTIÃO DO GIL - HISTÓRICO


A IGREJA DE SÃO SEBASTIÃO é o edifício mais alto e imponente da sede do distrito. A iniciativa de sua construção se deu por vontade do povo local liderado pelo vigário Pe. Joao Parreira Villaça que formou em 19/07/1936 a comissão que iria promover a construção.  Essa comissão escolhida dentre os membros da comunidade era composta por: José Mendonça Diniz, Joaquim José Leite. Joaquim Geraldo Pinto Resende e como auxiliares: José Brás de Resende, João José Pires, Manoel Ribeiro de Almeida, Alípio Theodoro da Silva Pinto, Achim da Costa Resende, Francisco Evangelista de Andrade, Aladim de Aguiar Vieira, José Vaz Diniz, Vicente Vaz Diniz, José Resende de Oliveira, Benedito Augusto de Andrade, José Alves de Britto, José Francisco de Resende.

Em 07 de fevereiro de 1937, pela primeira vez, participou da 4ª.Reunião da comissão de construtores, o pernambucano  Pe. Luiz Maria Quintino dos Santos, já como vigário da paróquia e que ali permaneceu por mais de 50 anos, quando faleceu e foi sepultado na sede do Município.   Em março de 1937 acresceram à comissão os senhores: José Resende Lara, Thiago Ribeiro de Almeida,  Antônio Ribeiro de Almeida, Antônio Rosário de Resende, Geraldo Resende Lara, Daniel Vaz Diniz.

O construtor empreiteiro contratado era Antônio Alves Junior, de Congonhas do Campo, que assumiu a construção pelo preço de cinquenta contos de reis, material e mão de obra. Foi-lhe repassada, em 28/03/1937 a planta da Igreja a ser construída elaborada por engenheiro da Secretaria de Estado da Agricultura  e que foi aprovada pelo Arcebispo de Belo Horizonte D. Antônio dos Santos Cabral.

Em abril de 1937 o Pe. Luiz Maria Quintino dos Santos abençoou a pedra fundamental  da Igreja com o compromisso do construtor de entrega-la pronta e acabada no prazo máximo de um ano.  

A construção da Igreja, contudo,  foi suspensa dado a morte do empreiteiro construtor em 1938, tendo a Comissão construtora de enfrentar um longo processo judicial movido pela viúva do empreiteiro.

Em 1954, com a reconstituição de uma nova comissão, a construção foi retomada. Tomava parte dessa comissão, Geraldo Resende de Oliveira, José Vaz Diniz, Benedito Vaz Diniz, José Brás de Rezende, Raimundo Augusto Leite, Antônio Rosário Resende, Plestes de Oliveira Resende, Juscelino de Assis Pena, Vicente Vieira de Morais, José Resende Lara, Geraldo Monteiro Lara, Albanito Machado de Almeida, Joao Machado Leite, Antônio Vaz Diniz, Cândido Pinto da Fonseca, Geraldo Ribeiro da Cruz, José Vaz Sobrinho, Alípio Thedoro da Silva Pinto, Joao Pires de Lima, Oswaldo de Aguiar Coelho, Joaquim Geraldo e, Américo Garibaldi de Oliveira.

A igreja foi dedicada a São Sebastião, o santo padroeiro do distrito. No centro da área urbana existia uma capela e cemitério que eram zelados pelo Prof. José Brás de Resende e a quem, até a formação da primeira comissão, era confiado, também, o cofre com os recursos financeiros da igreja.

Como PONTO TURÍSTICO, o Gil, como é mais conhecido o distrito, além das suas belezas naturais, o seu clima ameno ano inteiro, tem sua área urbana instalada no alto de uma colina e foi remodelada pelo Prefeito Arcanjo de Oliveira  D’ Ávola, entre 1988 e 1991,  com uma bela e enorme praça arborizada por espatódeas, suas ruas principais  pavimentadas com paralelepípedos de pedra, rede de água e de esgoto instalada, um bom campo de futebol. Conta ainda com um posto de saúde bastante bom, um cemitério, e próximo a estes um salão comunitário com velório administrados pela Igreja.

Aproximadamente a um quilômetro distante da praça principal, existe uma belíssima cachoeira, para onde afluíam principalmente os jovens para banhos recomendados pelo farmacêutico Moacir Silva Angelozzi de Gusmão, que para a terrinha se mudou com sua farmácia vindo de Macaé, estado do Rio de Janeiro. É ótimo lugar para algumas horas diárias de lazer e muita saúde. A natureza no local impera intocada, respeitada, admirada e linda de viver. O acesso é fácil e tranquilo. Dez minutos a pé. Porém, como em toda cachoeira, carece de muita atenção e cuidados para não se acidentar. Visite-a mas cuide dela e não jogue lixo.    


CURIOSIDADE
O Pe. Joao Parreira Villaça primeiro idealizador da construção da igreja de São Sebastião do Gil, tem seus restos mortais sepultados num túmulo erguido na praça Cruzeiro, da cidade de Carmo do Cajuru, na região Centro Oeste de Minas Gerais. Para lá ele foi em 1949 atuando ali por 33 anos.   Segundo o historiador Célio Cordeiro, Padre João era muito querido na comunidade e se destacou pela inovação. “Ele participou de muitas construções, como as capelas nas zonas rurais e urbana. Isso fez com que ele ficasse marcado no coração do povo”. Lá é considerado santo.

Ainda, de acordo com o historiador, “Ele era muito virtuoso e sempre que andava nas ruas abençoava quem estava passando. Isso fez com que ele fosse visto como santo. As pessoas até hoje levam flores e rezam em seu túmulo e sempre são celebradas missas na data de seu aniversário”. 

 Dona  Lucimar Gonçalves que mora bem perto da matriz de Carmo do Cajuru conta que quando Padre João Parreiras Villaça morreu ela ainda era criança e conta  que por lá tem até música no rádio em homenagem a ele. “Tem muitos familiares dele aqui na cidade. Aqui é Deus no céu e Padre João na Terra”, diz ela.

 D. Lucimar também conta que o túmulo dele na praça do Cruzeiro e foi muito bem arquitetado. “É um túmulo muito bonito em formato de coração, muita gente vai até lá fazer suas orações”, acrescentou.
 .
O Pe. João era natural de Crucilândia, cidade da região central de Minas Gerais, bem próxima de nós aqui em São Sebastião do Gil.

terça-feira, 7 de abril de 2020

CRIME AMBIENTAL NO GIL - DENÚNCIA


Um crime ambiental está em curso há muitos anos na nossa terrinha, o esgoto da sede urbana do Gil é despejado no pé da cachoeira sem quaisquer tratamentos. Esse fato é de conhecimento das autoridades locais que até o momento nada fizeram para resolver o problema. Nessa semana, moradores locais dão conta que o distrito foi visitado por agentes da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – SEMAD de Minas Gerais, para apuração de uma denúncia.

Na última sexta-feira, dia 03 de abril, uma equipe fiscalizadora inspecionou a área da cachoeira para verificar localmente a veracidade da denúncia.  

Diante dessa informação tomamos conhecimento que, em meados de março, uma denúncia foi registrada junto à SEMAD de Minas Gerais.   

A denúncia trata do despejo do esgoto urbano da sede do distrito de São Sebastião do Gil nas águas abaixo da Cachoeira sem qualquer tratamento.  O processo foi cadastrado sob o número 85435 e pode ser acompanhada pelos gilenses através do telefone 155.

O despejo de esgoto no manancial da cachoeira é uma questão de saúde pública que atinge diretamente os moradores do Gil de Baixo, Aguiar, entre outros que utilizam essa água para consumo humano, tratamento dos animais e cultivo das mais diferentes lavouras.  Além disso, as águas poluídas do Gil seguem seu caminho até desaguar no Rio Paraopeba próximo a Brumadinho.

Até o momento não conseguimos apurar, junto a SEMAD – MG, mais detalhes sobre o andamento da denúncia. Segundo a secretaria, em função das dificuldades impostas pelo Corona Vírus, o andamento do processo de crime ambiental teve o andamento suspenso.  

domingo, 5 de abril de 2020

SSGil, minha terra
Querida que me viu
nascer,te amarei
Toda vida e de
Tua gente querida
Nunca vou me esquecer. Tens
Cachoeira e psisagens lindas
E gente boa e cheia
de vida que faz,
De ti,minha terra
Querida que eu amarei por toda
a vida.

Autor: Bernardo Resende