Esta praça, nesta época, era alegre:
Tinha grama, “murundus” e ribanceiras
Tinha moças debruçadas nas janelas!
E serenatas para embalar as noites delas!
Mas, um dia, cai por terra o velho cedro,
Tão viçoso como o céu do nosso Gil!
Arrancado para assentar paralelepípedos
E fazer praça para urbanização do Gil
Quem arrancou foi a própria prefeitura
Que não sabia que era um símbolo histórico
E pretendia abrir rua no lugar.
E o jeito foi o velho cedro derrubar.
E foi assim que o Gil entrou para a História,
Como primeiro distrito mineiro,
Urbanizado, com completa infraestrutura:
Água tratada, esgoto, praça e calçamento,
E gramado junto ao coreto central
E microfone, para o Lado do Nango
Anunciar gincanas e folias,
Nas festas dos gilenses do arraial.
Bernardo dos Santos Resende.
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