quinta-feira, 30 de abril de 2020

GIL E A PRAÇA DA SAUDADE


Esta praça, nesta época, era alegre:
Tinha grama, “murundus” e ribanceiras
Tinha moças debruçadas nas janelas!
E serenatas para embalar as noites delas!

Mas, um dia, cai por terra o velho cedro,
Tão viçoso como o céu do nosso Gil!
Arrancado para assentar paralelepípedos
E fazer praça para urbanização do Gil

Quem arrancou foi a própria prefeitura
Que não sabia que era um símbolo histórico
E pretendia abrir rua no lugar.
E o jeito foi o velho cedro derrubar.

E foi assim que o Gil entrou para a História,
Como primeiro distrito mineiro,
Urbanizado, com completa infraestrutura:    
Água tratada, esgoto, praça e calçamento,

E gramado junto ao coreto central
E microfone, para o Lado do Nango
Anunciar gincanas e folias,
Nas festas dos gilenses do arraial.     

                     Bernardo dos Santos Resende.  

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