A IGREJA DE
SÃO SEBASTIÃO é o edifício
mais alto e imponente da sede do distrito. A iniciativa de sua construção se
deu por vontade do povo local liderado pelo vigário Pe. Joao Parreira Villaça que formou em 19/07/1936 a comissão que
iria promover a construção. Essa comissão
escolhida dentre os membros da comunidade era composta por: José Mendonça Diniz, Joaquim José Leite.
Joaquim Geraldo Pinto Resende e como auxiliares: José Brás de Resende, João
José Pires, Manoel Ribeiro de Almeida, Alípio Theodoro da Silva Pinto, Achim da
Costa Resende, Francisco Evangelista de Andrade, Aladim de Aguiar Vieira, José
Vaz Diniz, Vicente Vaz Diniz, José Resende de Oliveira, Benedito Augusto de
Andrade, José Alves de Britto, José Francisco de Resende.
Em 07 de fevereiro de 1937, pela primeira vez,
participou da 4ª.Reunião da comissão de construtores, o pernambucano Pe. Luiz Maria Quintino dos Santos, já como
vigário da paróquia e que ali permaneceu por mais de 50 anos, quando faleceu e
foi sepultado na sede do Município. Em
março de 1937 acresceram à comissão os senhores: José Resende Lara, Thiago Ribeiro de Almeida, Antônio Ribeiro de Almeida, Antônio Rosário de
Resende, Geraldo Resende Lara, Daniel Vaz Diniz.
O construtor empreiteiro contratado era Antônio Alves Junior, de Congonhas do
Campo, que assumiu a construção pelo preço de cinquenta contos de reis,
material e mão de obra. Foi-lhe repassada, em 28/03/1937 a planta da Igreja a
ser construída elaborada por engenheiro da Secretaria de Estado da Agricultura e que foi aprovada pelo Arcebispo de Belo
Horizonte D. Antônio dos Santos Cabral.
Em abril de 1937 o Pe. Luiz Maria Quintino dos
Santos abençoou a pedra fundamental da
Igreja com o compromisso do construtor de entrega-la pronta e acabada no prazo
máximo de um ano.
A construção da Igreja, contudo, foi suspensa dado a morte do empreiteiro
construtor em 1938, tendo a Comissão construtora de enfrentar um longo processo
judicial movido pela viúva do empreiteiro.
Em 1954, com a reconstituição de uma nova
comissão, a construção foi retomada. Tomava parte dessa comissão, Geraldo Resende de Oliveira, José Vaz
Diniz, Benedito Vaz Diniz, José Brás de Rezende, Raimundo Augusto Leite, Antônio
Rosário Resende, Plestes de Oliveira Resende, Juscelino de Assis Pena, Vicente
Vieira de Morais, José Resende Lara, Geraldo Monteiro Lara, Albanito Machado de
Almeida, Joao Machado Leite, Antônio Vaz Diniz, Cândido Pinto da Fonseca,
Geraldo Ribeiro da Cruz, José Vaz Sobrinho, Alípio Thedoro da Silva Pinto, Joao
Pires de Lima, Oswaldo de Aguiar Coelho, Joaquim Geraldo e, Américo Garibaldi
de Oliveira.
A igreja foi dedicada a São Sebastião, o santo
padroeiro do distrito. No centro da área urbana existia uma capela e cemitério
que eram zelados pelo Prof. José Brás de Resende e a quem, até a formação da
primeira comissão, era confiado, também, o cofre com os recursos financeiros da
igreja.
Como PONTO
TURÍSTICO, o Gil, como é mais conhecido o distrito, além das suas belezas
naturais, o seu clima ameno ano inteiro, tem sua área urbana instalada no alto
de uma colina e foi remodelada pelo Prefeito Arcanjo de Oliveira D’ Ávola, entre 1988 e 1991, com uma bela e enorme praça arborizada por
espatódeas, suas ruas principais
pavimentadas com paralelepípedos de pedra, rede de água e de esgoto
instalada, um bom campo de futebol. Conta ainda com um posto de saúde bastante
bom, um cemitério, e próximo a estes um salão comunitário com velório
administrados pela Igreja.
Aproximadamente a um quilômetro distante da
praça principal, existe uma belíssima cachoeira, para onde afluíam
principalmente os jovens para banhos recomendados pelo farmacêutico Moacir
Silva Angelozzi de Gusmão, que para a terrinha se mudou com sua farmácia vindo
de Macaé, estado do Rio de Janeiro. É ótimo lugar para algumas horas diárias de
lazer e muita saúde. A natureza no local impera intocada, respeitada, admirada
e linda de viver. O acesso é fácil e tranquilo. Dez minutos a pé. Porém, como
em toda cachoeira, carece de muita atenção e cuidados para não se acidentar.
Visite-a mas cuide dela e não jogue lixo.
CURIOSIDADE
O Pe. Joao Parreira Villaça primeiro
idealizador da construção da igreja de São Sebastião do Gil, tem seus
restos mortais sepultados num túmulo erguido na praça Cruzeiro, da cidade de
Carmo do Cajuru, na região Centro Oeste de Minas Gerais. Para lá ele foi em
1949 atuando ali por 33 anos. Segundo o historiador Célio Cordeiro, Padre João
era muito querido na comunidade e se destacou pela inovação. “Ele participou de
muitas construções, como as capelas nas zonas rurais e urbana. Isso fez com que
ele ficasse marcado no coração do povo”. Lá é considerado santo.
Ainda, de
acordo com o historiador, “Ele era muito virtuoso e sempre que andava nas ruas
abençoava quem estava passando. Isso fez com que ele fosse visto como santo. As
pessoas até hoje levam flores e rezam em seu túmulo e sempre são celebradas
missas na data de seu aniversário”.
Dona Lucimar Gonçalves que mora bem perto da matriz
de Carmo do Cajuru conta que quando Padre João Parreiras Villaça morreu ela
ainda era criança e conta que por lá tem
até música no rádio em homenagem a ele. “Tem muitos familiares dele aqui na
cidade. Aqui é Deus no céu e Padre João na Terra”, diz ela.
D. Lucimar também conta que o túmulo dele na
praça do Cruzeiro e foi muito bem arquitetado. “É um túmulo muito bonito em
formato de coração, muita gente vai até lá fazer suas orações”, acrescentou.
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O Pe. João era natural
de Crucilândia, cidade da região central de Minas Gerais, bem próxima de nós
aqui em São Sebastião do Gil.
Amei saber um.pouco mais sobre a história da minha amada terra.Me senti honrada por meus dois avós, paterno e materno terem participado da'comissão que se reuniu para essa belíssima construção.Amo minha terra! Parabéns aos idealizadores do Blog.
ResponderExcluirLEMBRANÇA
ResponderExcluirNasci no matão,
mas não sou sem educação.
Sou de São Sebastião do Gil,
sem nenhuma discussão,
sou ambicioso,
também corajoso.
Levo a vida do meu jeito,
sem nenhum preconceito,
sou amante da natureza com toda certeza!
Foi lá que nasci foi lá que cresci.
Paulo Cezar de Resende Marques